Aécio Neves: 'Não cabe à oposição buscar saída'
No Maranhão, a presidenta afirma que, durante uma crise, é natural que as pessoas fiquem inseguras e apreensivas
O DIA
Brasília - O senador e presidente do PSDB, Aécio Neves (MG), afirmou que cabe ao governo, e não à oposição, buscar soluções para as crises política e econômica enfrentadas pelo país.
Para o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), a presidente Dilma Rousseff não pode “responsabilizar os outros” por problemas que ela própria criou. Aécio e Alckmin estiveram ontem em Recife para participar de homenagem pelos 50 anos que o ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos (PSB) completaria se estivesse vivo.
“Não cabe ao PSDB escolher qual o melhor desfecho para essa crise, até porque as alternativas que estão colocadas não dependem do PSDB. Seja a continuidade da presidente, seja a discussão na Câmara dos Deputados sobre o impeachment, seja a questão do TSE”, disse Aécio.
(...)
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terça-feira, 11 de agosto de 2015
segunda-feira, 20 de abril de 2015
Aécio : " Respeitando a constituição nenhuma palavra é proibida"
A última semana foi especialmente difícil para o PT./ Folha de São Paulo
Mais um tesoureiro petista foi preso e, demonstrando de novo a ausência de fronteiras entre o governo e o partido, surgiu outra séria denúncia de que agora até mesmo a CGU teria sido usada para atrasar investigações de interesse do país, porque poderiam ter criado constrangimentos para a campanha à reeleição da presidente Dilma Rousseff.
Também, mais uma vez, ministros de Estado se transformaram em porta-vozes do partido, e não do governo, ao fazer aquilo que o PT costuma fazer quando quer ignorar a realidade: investir na desinformação. No caso, na tentativa de relativizar as irregularidades cometidas pela administração federal apontadas por unanimidade pelo Tribunal de Contas da União (TCU).
Nenhum desses temas mereceu a devida atenção do ex-porta-voz do governo petista André Singer, ilustre colunista desta Folha, que preferiu dedicar a sua última coluna a criticar o que seria, na sua opinião, o meu posicionamento frente à tese do impeachment, que tem mobilizado corações e mentes por todo o país.
Nada mais natural que alguém tão ligado ao PT discorde das minhas posições, mas me surpreendeu a forma simplista com que fatos extremamente graves foram tratados.
Nos últimos tempos a ideia de impeachment ganhou forte impulso na sociedade.
No front do PT, a estratégia autoritária é clara: buscar qualquer argumento para tentar questionar a legitimidade da tese, interditar e desqualificar esse debate. Para isso estimulam o raciocínio segundo o qual impeachment é golpe, tentando constranger milhões de democratas indignados com o que está ocorrendo no país.
Nesse debate, em pontos extremos, de um lado está o PT tachando de golpistas os que cobram providências. De outro, estão aqueles que veem no impeachment um valor absoluto. Defendem a tese a priori e buscam no dia a dia argumentos para sustentá-la.
A verdade é que existe uma referência central que precisa nortear toda essa discussão: a do respeito à ordem democrática. Para ser solução legítima, o impeachment precisa ser o final de um caminho percorrido com rigor, respeito à realidade e à legalidade.
O papel das oposições neste momento é não se acovardar. É exigir investigações. É garantir as condições para que o debate democrático ocorra. E, nesse debate, sempre respeitando a Constituição, nenhuma palavra é proibida.
Amanhã, nossa memória histórica e coletiva visita os 30 anos da morte de Tancredo Neves. Um brasileiro que sempre defendeu o que é essencial: a democracia. E sempre teve coragem de fazer o que precisava ser feito. Eu nunca me esqueço disso.
Mais um tesoureiro petista foi preso e, demonstrando de novo a ausência de fronteiras entre o governo e o partido, surgiu outra séria denúncia de que agora até mesmo a CGU teria sido usada para atrasar investigações de interesse do país, porque poderiam ter criado constrangimentos para a campanha à reeleição da presidente Dilma Rousseff.
Também, mais uma vez, ministros de Estado se transformaram em porta-vozes do partido, e não do governo, ao fazer aquilo que o PT costuma fazer quando quer ignorar a realidade: investir na desinformação. No caso, na tentativa de relativizar as irregularidades cometidas pela administração federal apontadas por unanimidade pelo Tribunal de Contas da União (TCU).
Nenhum desses temas mereceu a devida atenção do ex-porta-voz do governo petista André Singer, ilustre colunista desta Folha, que preferiu dedicar a sua última coluna a criticar o que seria, na sua opinião, o meu posicionamento frente à tese do impeachment, que tem mobilizado corações e mentes por todo o país.
Nada mais natural que alguém tão ligado ao PT discorde das minhas posições, mas me surpreendeu a forma simplista com que fatos extremamente graves foram tratados.
Nos últimos tempos a ideia de impeachment ganhou forte impulso na sociedade.
No front do PT, a estratégia autoritária é clara: buscar qualquer argumento para tentar questionar a legitimidade da tese, interditar e desqualificar esse debate. Para isso estimulam o raciocínio segundo o qual impeachment é golpe, tentando constranger milhões de democratas indignados com o que está ocorrendo no país.
Nesse debate, em pontos extremos, de um lado está o PT tachando de golpistas os que cobram providências. De outro, estão aqueles que veem no impeachment um valor absoluto. Defendem a tese a priori e buscam no dia a dia argumentos para sustentá-la.
A verdade é que existe uma referência central que precisa nortear toda essa discussão: a do respeito à ordem democrática. Para ser solução legítima, o impeachment precisa ser o final de um caminho percorrido com rigor, respeito à realidade e à legalidade.
O papel das oposições neste momento é não se acovardar. É exigir investigações. É garantir as condições para que o debate democrático ocorra. E, nesse debate, sempre respeitando a Constituição, nenhuma palavra é proibida.
Amanhã, nossa memória histórica e coletiva visita os 30 anos da morte de Tancredo Neves. Um brasileiro que sempre defendeu o que é essencial: a democracia. E sempre teve coragem de fazer o que precisava ser feito. Eu nunca me esqueço disso.
segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015
Aécio : "Dilma parece querer zombar da inteligência dos brasileiros"
Fonte : G1
Aécio diz que Dilma parece 'zombar' ao falar de corrupção na Petrobras
Presidente situou origem de corrupção na estatal em 1996, no governo FHC.
'Parece que [ela] volta a viver em um país da fantasia', afirmou senador.
Priscilla Mendes e Fernanda CalgaroDo G1, em Brasília
O presidente do PSDB, senador Aécio Neves, durante entevista no Senado na qual contestou declarações da presidente Dilma Rousseff sobre a origem dos casos de corrupção na Petrobras (Foto: Fernanda Calgaro/G1)
O presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves (MG), afirmou nesta sexta-feira (20) que a presidente Dilma Rousseff parece "querer zombar" da inteligência dos brasileiros ao afirmar que, se tivesse sido investigado nos anos 1990, o esquema de corrupção na Petrobras não teria se propagado.
Dilma deu a declaração nesta sexta, no Palácio do Planalto, após cerimônia em que recebeu credenciais de embaixadores de cinco países. "Se em 1996 e 1997 tivessem investigado e tivessem naquele momento punido, nós não teríamos o caso desse funcionário da Petrobras que ficou durante mais de 20 anos praticando atos de corrupção", afirmou a presidente durante entrevista.
Nos anos de 1996 e 1997, o presidente da República era Fernando Henrique Cardoso, do PSDB.
Depois da fala de Dilma, Aécio Neves concedeu entrevista coletiva no Senado, na qual contestou as declarações da presidente. Segundo ele, a presidente “reapareceu”, após dois meses de “conveniente silêncio” – período em que Dilma não fez declarações públicas.
“A presidente reaparece, parecendo querer zombar da inteligência dos brasileiros ao atribuir o maior escândalo de corrupção da nossa história, patrocinado pelo governo do PT, a um governo de 15 anos atrás. Na verdade, parece que a presidente volta a viver em um país da fantasia, que conduziu a sua campanha e que tanta decepção trouxe inclusive aos seus eleitores", disse.
Segundo ele, o partido não teme investigações. "O PSDB não tem qualquer receio de que se investigue o que quer que seja”, afirmou.
Para Aécio, a corrupção se deu de “forma institucionalizada” em benefício de um “projeto de poder”. Enquanto não houve “mea culpa” por parte da presidente, disse o senador, os brasileiros continuarão a se sentir “iludidos e lesados”.
“Era hora, de maneira muito franca, de a presidente da República fazer a sua ‘mea culpa’, olhar nos olhos dos brasileiros e dizer que o seu governo errou e errou muito. Errou na condução da economia, errou durante a campanha eleitoral ao pregar a mentira, o terrorismo como arma de campanha e errou, principalmente, no seu comportamento ético”, declarou.
Aécio diz que Dilma parece 'zombar' ao falar de corrupção na Petrobras
Presidente situou origem de corrupção na estatal em 1996, no governo FHC.
'Parece que [ela] volta a viver em um país da fantasia', afirmou senador.
Priscilla Mendes e Fernanda CalgaroDo G1, em Brasília
O presidente do PSDB, senador Aécio Neves, durante entevista no Senado na qual contestou declarações da presidente Dilma Rousseff sobre a origem dos casos de corrupção na Petrobras (Foto: Fernanda Calgaro/G1)
O presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves (MG), afirmou nesta sexta-feira (20) que a presidente Dilma Rousseff parece "querer zombar" da inteligência dos brasileiros ao afirmar que, se tivesse sido investigado nos anos 1990, o esquema de corrupção na Petrobras não teria se propagado.
Dilma deu a declaração nesta sexta, no Palácio do Planalto, após cerimônia em que recebeu credenciais de embaixadores de cinco países. "Se em 1996 e 1997 tivessem investigado e tivessem naquele momento punido, nós não teríamos o caso desse funcionário da Petrobras que ficou durante mais de 20 anos praticando atos de corrupção", afirmou a presidente durante entrevista.
Nos anos de 1996 e 1997, o presidente da República era Fernando Henrique Cardoso, do PSDB.
Depois da fala de Dilma, Aécio Neves concedeu entrevista coletiva no Senado, na qual contestou as declarações da presidente. Segundo ele, a presidente “reapareceu”, após dois meses de “conveniente silêncio” – período em que Dilma não fez declarações públicas.
“A presidente reaparece, parecendo querer zombar da inteligência dos brasileiros ao atribuir o maior escândalo de corrupção da nossa história, patrocinado pelo governo do PT, a um governo de 15 anos atrás. Na verdade, parece que a presidente volta a viver em um país da fantasia, que conduziu a sua campanha e que tanta decepção trouxe inclusive aos seus eleitores", disse.
Segundo ele, o partido não teme investigações. "O PSDB não tem qualquer receio de que se investigue o que quer que seja”, afirmou.
Para Aécio, a corrupção se deu de “forma institucionalizada” em benefício de um “projeto de poder”. Enquanto não houve “mea culpa” por parte da presidente, disse o senador, os brasileiros continuarão a se sentir “iludidos e lesados”.
“Era hora, de maneira muito franca, de a presidente da República fazer a sua ‘mea culpa’, olhar nos olhos dos brasileiros e dizer que o seu governo errou e errou muito. Errou na condução da economia, errou durante a campanha eleitoral ao pregar a mentira, o terrorismo como arma de campanha e errou, principalmente, no seu comportamento ético”, declarou.
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