Fonte: Revista Época/Globo
Executivo admite R$ 1 milhão de caixa dois para Pimentel
Enquanto o STF não decide se Pimentel pode ser julgado sem autorização da Assembleia de Minas, surge o mais contundente depoimento à PF na Operação Acrônimo
Um executivo do grupo imobiliário JHSF, de São Paulo, admitiu à Polícia Federal o pagamento de doação eleitoral e de R$ 1 milhão em caixa dois para a campanha do governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel, em troca do lobby que o petista fez quando era ministro do governo Dilma.
As revelações foram feitas por Humberto Polati, então diretor de novos negócios da JHSF. O depoimento, obtido por ÉPOCA, é o mais contundente até aqui revelado pela Operação Acrônimo. Polati foi voluntariamente à PF, em Brasília, falar com a delegada do caso, um mês depois de ter sido alvo de um mandado de busca e apreensão. Polati explica que ao falar com Benedito de Oliveira Neto, o Bené (delator na Operação Acrônimo), ouviu que “era chegada a hora de devolver o apoio dado por Fernando Pimentel no projeto do aeroporto Catarina”. De acordo com a investigação, Bené era uma espécie de operador de Pimentel.
>>Delator afirma que propina a Pimentel serviu até para abrir hamburgueria gourmet
A principal demanda da JHSF era viabilizar o aeroporto Catarina, em São Roque, interior de São Paulo. De acordo com o executivo, a função de Pimentel era garantir que o projeto não enfrentasse dificuldades burocráticas na liberação do empreendimento. Humberto Polati relata encontros pessoais com Pimentel na casa do petista, em Brasília, em um jantar num restaurante português, também na capital, além de uma reunião na sede da JHSF.
Polati disse que José Auriemo Neto, herdeiro da JHSF, acertou R$ 2,6 milhões em “contribuição” para Pimentel, em doação eleitoral – ÉPOCA mapeou R$ 2,5 milhões para a direção nacional do PT.
O mais grave, contudo, veio em seguida. Era R$ 1 milhão em caixa dois, pagos diretamente ao instituto de pesquisa Vox Populi. Segundo o dirigente da JHSF, todos os pedidos eram levados a conhecimento de José Auriemo Neto, cujo apelido é Zeco. Ele topou o pedido de Bené, disse Polati. O acerto foi que uma empresa que não pertencesse à JHSF fizesse o pagamento. “Benedito sugeriu que a empresa JHSF quitasse diretamente a dívida de campanha de Pimentel, referente a pesquisas realizadas pela instituto Vox Populi. Zeco informou ao declarante que tal dívida seria quitada por outra empresa, fora do grupo JHSF, mas de propriedade de Zeco.
Segundo Polati, o acerto foi feito na própria sede da JHSF, numa reunião com Márcio Hiram, que falou em nome do Vox Populi. Polati foi além, e disse que foi ele quem recebeu as notas fiscais e encaminhou para pagamento. “Hiram avisou que havia uma dívida de campanha de Pimentel, em torno de 1 milhão, e que tal dívida seria quitada por Zeco.”
O depoimento de Polati é fruto da sexta fase da Operação Acrônimo, que justamente teve como alvos a JHSF e o Vox Populi. A origem da investigação, como ÉPOCA revelou, é a delação de Bené.
Segundo ele, Pimentel fez lobby dentro do governo Dilma para garantir que o JHSF pudesse ter suas demandas relacionadas ao aeroporto Catarina atendidas. E cobrou para isso. Apesar das revelações, Pimentel só será levado a julgamento após o Supremo Tribunal Federal decidir se ele pode ser alvo de uma decisão do Superior Tribunal de Justiça. Antes, o Supremo deverá definir se a Assembleia Legislativa de Minas Gerais tem de autorizar o julgamento na Justiça. Até lá, o governador não pode ser julgado.
Procurado, o JHSF disse que “não comenta investigações em andamento que estão sob segredo de Justiça”. “A empresa apoia e colabora com as investigações.” O Vox Populi afirmou que não comentaria. Eugenio Pacelli, advogado de Fernando Pimentel, disse que o governador não cuidava das doações de campanha. “O valor doado foi feito oficialmente, ou seja, declarado. E foi obtido mediante a insistência de Benedito. Pimentel jamais cuidou dessas questões de doações de campanha.” Ele afirma que, como ministro, era papel de Pimentel se reunir com empresários. “Sempre ouviu pedidos e variadas solicitações. Algumas eram viáveis, outras não. Apenas isso.” Pacelli nega as acusações de caixa dois. “O pagamento de dívida de campanha por outra empresa não tem qualquer relação com as reuniões mencionadas no depoimento, que ocorreram muito antes da campanha de Pimentel (um ano pelo menos). O então ministro nunca fez solicitação alguma em seu benefício ou de sua campanha. Toda a suposta atuação de Pimentel – nas reuniões mencionadas – ocorreu um ano antes da campanha. Apenas Benedito pode responder por atos ilegais e realizados à margem da lei e sem o conhecimento do então candidato.”
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sexta-feira, 20 de janeiro de 2017
sexta-feira, 15 de janeiro de 2016
Governo Pimentel aprova R$ 100 Milhões para a publicidade, mas parcela salários de servidores
Os servidores que recebem salários superiores a R$ 3.000 terão os seus vencimentos parcelados em até três vezes pelo governo do Estado de Minas Gerais, pelo menos, até abril de 2016. A medida foi anunciada pelo governo na manhã desta sexta-feira (15), na Cidade Administrativa.
A Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão de Minas Gerais (Seplag) anunciou também um escalonamento para o pagamento desses salários e explicou como vão ser pagos os parcelamentos dos salários.
Quem ganha até R$ 3.000 líquidos terá o vencimento depositado no quinto dia útil nos meses de fevereiro, março e abril. As datas de depósito são 5 de fevereiro, 7 de março e 7 de abril, respectivamente, em referências aos salários de janeiro, fevereiro e março.
Como será o parcelamento?
Já o servidor que ganha mais de R$ 3.000 tem que ficar atento ao escalonamento. Quem tem salário até R$ 6 mil receberá a primeira parcela, de R$ 3.000, no quinto dia útil e receberá o restante do vencimento nos dias 12 de fevereiro, 11 de março e 12 de abril.
Quem tem salários superiores a R$ 6 mil receberá em três parcelas. As duas primeiras serão de R$ 3.000 e acontecerão nas mesmas datas dos demais servidores. A terceira parcela representará o complemento do salário. Assim, quem ganha R$ 13 mil, por exemplo, receberá R$ 7 mil, que serão pagos nos dias nos dias 16 de fevereiro, 16 de março e 15 de abril.
Exemplo
Recebo R$ 2.500 - O seu salário será pago integralmente na primeira data
Recebo R$ 4.500 - Você recebe a primeira parcela de R$ 3.000 na primeira data e mais R$ 1.500 na segunda data
Recebo R$ 7.500 - Você recebe a primeira parcela de R$ 3.000 na primeira data, mais R$ 3.000 na segunda data e R$ 1.500 na terceira data
Recebo R$ 13.500 - Você recebe a primeira parcela de R$ 3.000 na primeira data, mais R$ 3.000 na segunda data e R$ 7.500 na terceira data
Veja quadro com a escala de pagamento
Salário líquido Pagamento em fevereiro Pagamento em março Pagamento em abril
Até R$ 3.000 Dia 5/2 - pagamento integral Dia 7/3 - pagamento integral Dia 7/4 - pagamento integral
Entre R$ 3.001 e R$ 6.000 Dia 5/2 - Recebe R$ 3.000, Dia 12/2 - Recebe o restante
Dia 7/3 - Recebe R$ 3.000, Dia 11/3 - Recebe o restante
Dia 7/4 - Recebe R$ 3.000, Dia 12/4 - Recebe o restante
Acima de R$ 6.001 Dia 5/2 - Recebe R$ 3.000, Dia 12/2 - Recebe R$ 3.000, Dia 16/2 - Recebe o restante Dia 7/3 - Recebe R$ 3.000, Dia 11/3 - Recebe R$ 3.000, Dia 16/3 - Recebe o restante
Dia 7/4 - Recebe R$ 3.000, Dia 12/4 - Recebe R$ 3.000, Dia 15/4 - Recebe o restante
E a partir de maio?
No fim de março, haverá mais uma reunião entre o governo e os sindicatos para discutir como será o pagamento a partir de maio. Ainda não há uma projeção.
Mais informações
Segundo o governo, 75% do funcionalismo recebem até 3 mil; 17%, até 6 mil e 8% dos servidores ganham mais de R$ 6 mil.
terça-feira, 5 de janeiro de 2016
Desgoverno Pimentel: Minas começa o ano de 2016 atrasando salários
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| Fernando Pimentel |
Após atrasar dois dias no pagamento dos servidores no mês de dezembro, neste mês de janeiro o governo de Fernando Pimentel, do PT, anuncia que o pagamento ocorrerá apenas no dia 13 de janeiro, cinco dias após a data normal, no quinto dia útil.
Em dezembro, o quinto dia útil foi na segunda-feira, dia 7/12, mas os servidores receberam apenas em 9/12, e o governo justificou que o atraso seria em virtude de um feriado municipal, no dia 8 de dezembro – Dia da Imaculada Conceição. O atraso, porém, ocorreu mesmo nas mais de 700 cidades mineiras que não tiveram o feriado. Na ocasião, o governador divulgou em “tom comemorativo” o atraso no pagamento de novembro e a promessa de pagar o 13º integral em dezembro.
O ano de 2016 se inicia com um novo atraso no pagamento do funcionalismo público, desta vez de 5 dias. A justificativa dada pelo governo é da crise econômica que afeta os estados brasileiros, crise esta provocada pelas manobras desastrosas da presidente Dilma Rousseff, companheira de partido do governador Fernando Pimentel.
Os únicos ajustes promovidos pelo governador Fernando Pimentel, do PT, foram no sentido de penalizar a população: aumento de impostos para mais de 180 produtos, que começou a valer agora no dia 01/01/2016, e confisco do recurso de depósitos judiciais. Aliás, foi por meio do dinheiro confiscado dos cidadãos que o governo conseguiu adiar em alguns meses o atraso no pagamento de servidores, uma vez que usou o dinheiro para pagar inativos. Sem nova previsão de entrada de recursos de depósitos judiciais neste ano de 2016, o atraso dos salários poderá, infelizmente, se tornar uma constante.
Diante do desgoverno do PT em Minas, durante todo o ano de 2015, os deputados da oposição alertaram que, se mantida a falta de planejamento do PT, o governo Pimentel não honraria o pagamento dos servidores rigorosamente em dia, como ocorreu nos 12 anos de administração do PSDB e PP, de 2003 a 2014.
Os deputados do bloco de oposição lamentam o descaso do governo com os servidores e suas famílias e condenam a irresponsabilidade do PT com as contas públicas do estado.
terça-feira, 27 de outubro de 2015
Governo Pimentel: "Minas com Censura"
Artigo do presidente do PSDB-MG mostra o lado censor do governador Pimentel
Em artigo publicado no jornal O Tempo de domingo (26/10), com o título “Minas com Censura”, o presidente do PSDB-MG, deputado federal Domingos Sávio, enumera diversos episódios que descortinam o pendor autoritário do governador Fernando Pimentel e do PT de Minas Gerais.
Desde que assumiu o governo, em janeiro deste ano, o governador Fernando Pimentel vem mostrando aos mineiros um total descompromisso com a liberdade de expressão, a exemplo do que ocorre no governo federal, administrado por sua companheira Dilma Rousseff.
O artigo do presidente do PSDB-MG revela o lado censor do governador petista e de seu governo, como a tentativa de criminalizar manifestantes que utilizaram bonecos infláveis com sua caricatura; o “apagão” promovido pela administração petista na Agência Minas (que tirou do ar todas as informações referentes às gestões anteriores) e o pedido de quebra de sigilo de um repórter do jornal O GLOBO que publicou reportagens sobre suspeitas de corrupção na campanha do petista em 2014 e também no período em que ele era ministro do Desenvolvimento. Esta última iniciativa foi condenada por várias entidades da sociedade civil, como a Associação Nacional de Jornais (ANJ) e a Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (ABRAJI), que a consideram um atentado à liberdade de expressão.
“O PT não se cansa de surpreender negativamente a população”, conclui Domingos Sávio, fazendo alusão às tentativas do governo petista de punir manifestações contra malfeitos do governador Pimentel e de sua gestão.
Confira a íntegra do artigo do presidente do PSDB-MG, publicado no jornal O TEMPO:
O PT não se cansa de surpreender negativamente a população. Como se já não bastassem os sucessivos escândalos de corrupção envolvendo o partido, eis que os petistas mineiros agora pretendem punir manifestações populares legítimas contra o governador Fernando Pimentel e seu (des)governo.
O PT-MG entrou com ação judicial pedindo a punição de manifestantes que, durante protestos recentes em BH, utilizaram bonecos infláveis com caricaturas bem-humoradas do governador Fernando Pimentel, da presidente Dilma Rousseff e do ex-presidente Lula. Mais que isso, querem punir também os manifestantes que vaiaram e viraram as costas para deputados petistas na Assembleia Legislativa, durante votação do projeto de Pimentel que aumentou impostos sobre vários produtos no final.
Numa tentativa de disfarçar seu descompromisso com a liberdade de expressão, o PT incluiu na ação judicial o lamentável episódio em que meia dúzia de manifestantes protestaram durante velório do ex-presidente da legenda, José Eduardo Dutra. Mas a tentativa não colou e o viés autoritário ficou claro. Os petistas chamam os manifestantes de criminosos e chegam ao cúmulo de tentar enquadrá-los no crime de formação de quadrilha. Só faltou desenterrarem a famigerada Lei de Segurança Nacional – o que, pelo andar da carruagem petista, não está descartado.
Além da hilária ação que tenta criminalizar os bonecos-pixulecos de Pimentel, Dilma e Lula, vários outros episódios descortinam o pendor autoritário do PT em Minas. Em um deles, numa clara tentativa de intimidação, a Secretaria de Defesa Social divulgou nota para todos os veículos de imprensa do país expondo a pauta de uma repórter que apurava problemas na gestão da Pasta.
Em outro caso evidente de censura, que veio à tona nesta semana, Fernando Pimentel pediu ao STJ a quebra de sigilo telefônico de um jornalista de O GLOBO que fez matérias com base em investigações da Polícia Federal sobre ele no âmbito da Operação Acrônimo. A Associação Nacional de Jornais (ANJ) e a Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (ABRAJI) condenaram a nova investida autoritária do governador mineiro.
Também nesta semana, a gestão petista simplesmente deletou todas as informações da Agência Minas (portal de notícias oficial do Estado) postadas entre 2003 e 2014 durante as gestões de Aécio Neves e Antonio Anastasia (PSDB) e de Alberto Pinto Coelho (PP). No afã de esconder legados das administrações anteriores, os petistas desprezaram o fato de que o acervo da Agência Minas pertence ao povo de Minas Gerais, até porque foi produzido com recursos públicos. Na nova versão do portal, que entrou no ar na última quarta-feira (21/10), só é possível encontrar notícias postadas a partir de 1º de janeiro de 2015, quando Pimentel tomou posse. Ou seja: Para os petistas de Minas, o Estado começou a existir nesta data. E ai de quem afirmar o contrário!
Em artigo publicado no jornal O Tempo de domingo (26/10), com o título “Minas com Censura”, o presidente do PSDB-MG, deputado federal Domingos Sávio, enumera diversos episódios que descortinam o pendor autoritário do governador Fernando Pimentel e do PT de Minas Gerais.
Desde que assumiu o governo, em janeiro deste ano, o governador Fernando Pimentel vem mostrando aos mineiros um total descompromisso com a liberdade de expressão, a exemplo do que ocorre no governo federal, administrado por sua companheira Dilma Rousseff.
O artigo do presidente do PSDB-MG revela o lado censor do governador petista e de seu governo, como a tentativa de criminalizar manifestantes que utilizaram bonecos infláveis com sua caricatura; o “apagão” promovido pela administração petista na Agência Minas (que tirou do ar todas as informações referentes às gestões anteriores) e o pedido de quebra de sigilo de um repórter do jornal O GLOBO que publicou reportagens sobre suspeitas de corrupção na campanha do petista em 2014 e também no período em que ele era ministro do Desenvolvimento. Esta última iniciativa foi condenada por várias entidades da sociedade civil, como a Associação Nacional de Jornais (ANJ) e a Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (ABRAJI), que a consideram um atentado à liberdade de expressão.
“O PT não se cansa de surpreender negativamente a população”, conclui Domingos Sávio, fazendo alusão às tentativas do governo petista de punir manifestações contra malfeitos do governador Pimentel e de sua gestão.
Confira a íntegra do artigo do presidente do PSDB-MG, publicado no jornal O TEMPO:
O PT não se cansa de surpreender negativamente a população. Como se já não bastassem os sucessivos escândalos de corrupção envolvendo o partido, eis que os petistas mineiros agora pretendem punir manifestações populares legítimas contra o governador Fernando Pimentel e seu (des)governo.
O PT-MG entrou com ação judicial pedindo a punição de manifestantes que, durante protestos recentes em BH, utilizaram bonecos infláveis com caricaturas bem-humoradas do governador Fernando Pimentel, da presidente Dilma Rousseff e do ex-presidente Lula. Mais que isso, querem punir também os manifestantes que vaiaram e viraram as costas para deputados petistas na Assembleia Legislativa, durante votação do projeto de Pimentel que aumentou impostos sobre vários produtos no final.
Numa tentativa de disfarçar seu descompromisso com a liberdade de expressão, o PT incluiu na ação judicial o lamentável episódio em que meia dúzia de manifestantes protestaram durante velório do ex-presidente da legenda, José Eduardo Dutra. Mas a tentativa não colou e o viés autoritário ficou claro. Os petistas chamam os manifestantes de criminosos e chegam ao cúmulo de tentar enquadrá-los no crime de formação de quadrilha. Só faltou desenterrarem a famigerada Lei de Segurança Nacional – o que, pelo andar da carruagem petista, não está descartado.
Além da hilária ação que tenta criminalizar os bonecos-pixulecos de Pimentel, Dilma e Lula, vários outros episódios descortinam o pendor autoritário do PT em Minas. Em um deles, numa clara tentativa de intimidação, a Secretaria de Defesa Social divulgou nota para todos os veículos de imprensa do país expondo a pauta de uma repórter que apurava problemas na gestão da Pasta.
Em outro caso evidente de censura, que veio à tona nesta semana, Fernando Pimentel pediu ao STJ a quebra de sigilo telefônico de um jornalista de O GLOBO que fez matérias com base em investigações da Polícia Federal sobre ele no âmbito da Operação Acrônimo. A Associação Nacional de Jornais (ANJ) e a Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (ABRAJI) condenaram a nova investida autoritária do governador mineiro.
Também nesta semana, a gestão petista simplesmente deletou todas as informações da Agência Minas (portal de notícias oficial do Estado) postadas entre 2003 e 2014 durante as gestões de Aécio Neves e Antonio Anastasia (PSDB) e de Alberto Pinto Coelho (PP). No afã de esconder legados das administrações anteriores, os petistas desprezaram o fato de que o acervo da Agência Minas pertence ao povo de Minas Gerais, até porque foi produzido com recursos públicos. Na nova versão do portal, que entrou no ar na última quarta-feira (21/10), só é possível encontrar notícias postadas a partir de 1º de janeiro de 2015, quando Pimentel tomou posse. Ou seja: Para os petistas de Minas, o Estado começou a existir nesta data. E ai de quem afirmar o contrário!
terça-feira, 1 de setembro de 2015
Fernando Pimentel se apropria de realizações de gestões anteriores
“Suposta prestação de contas” omite dados e falseia a realidade para tentar enganar os mineiros com resultados inexistentes do PT em Minas
Sem ter o que mostrar como resultado obtido no primeiro semestre deste ano, o governo Fernando Pimentel se restringe a divulgar mentiras, criticar ou tentar assumir a paternidade de programas e iniciativas das administrações anteriores. É isso o que se constata ao ver o balanço de seis meses divulgado pelo PT, uma suposta “prestação de contas” cheia de inverdades e omissões de dados, como denuncia os deputados do bloco de oposição Verdade e Coerência, na Assembleia Legislativa de Minas Gerais.
Na saúde, o governo do PT diz que assumiu o compromisso de concluir e construir oito hospitais regionais, mas “esquece” de dizer que a gestão passada iniciou os trâmites para construção de 11 novas unidades hospitalares. Pelo visto, o governo desistiu das obras de Montes Claros, que estava em licitação no final de 2014, Novo Cruzeiro e Nanuque, cujos projetos estavam em elaboração. Além disso, o governo do PT chegou a paralisar as obras de dois hospitais neste ano (Governador Valadares e Teófilo Otoni).
Ainda na Saúde, o atual governo subestima e inteligência dos mineiros ao dizer que em apenas 30 dias organizou a Rede de Urgência e Emergência Sul, com sede no município de Varginha.
Isso implicaria, dentre tantas outras tarefas, neste prazo: na realização de nove oficinas de trabalho na região de saúde, envolvendo todos os segmentos do setor (hospitais, gestores municipais, dentre outros), o que só é possível, dentro do protocolo já desenvolvido para a implantação das redes, acontecer ao longo de 12 meses; na implantação da classificação de risco em todas as unidades de saúde; e na construção da estrutura física da sede do complexo regulador e operacional de um sistema com 45 ambulâncias de suporte básico e avançado. Evidentemente tudo isso não foi feito em apenas 30 dias. E o que o atual governo não diz é que a inauguração só não ocorreu em 2014 devido a atrasos causados pelo Ministério da Saúde.
No balanço de seis meses, o PT destaca também as ações do Programa Minas Competitiva, parceria com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) e Sebrae Minas para diversificar a produção mineira.
“Propositadamente, para enganar os mineiros, o PT ‘esqueceu’ de informar que a operação de crédito que vai permitir investir US$ 70 milhões de dólares foi concebida e iniciada pela gestão anterior, que negociou o contrato com o BID, Sebrae e Fiemg. É inacreditável a cara de pau para mentir para os mineiros”, denuncia o deputado Gustavo Corrêa (DEM), líder do bloco.
Na suposta “prestação de contas”, o governo diz que 107 convênios do ProMunicípios resultaram na transferência de recursos da ordem de R$ 12,5 milhões. Mas omite que esse programa foi lançado em 2013 e todos os convênios foram firmados na gestão passada. Entre 2013 e 2014, foram investidos R$ 302,02 milhões nos municípios por meio desse programa, com doação de máquinas e equipamentos e convênios para obras de infraestrutura.
Segurança
Na área de segurança, o PT afirma que deu início à construção de oito unidades prisionais, com um total de 3.142 vagas. A ordem de início realmente foi dada em 2015 uma vez que dependia de recursos pela Caixa Econômica Federal e da análise e aprovação do BNDES, mas todo o planejamento, contratação e elaboração de projetos, licitação e contratação da obra foram concretizados por meio de convênios negociados e assinados em 2013.
“O PT está dizendo que inaugurou um tempo de transparência. Ele tem se esforçado muito é para entrar para a história como um governo inoperante e que só divulga mentiras. É impressionante como esse governo gasta recursos públicos e o precioso tempo de seus servidores para esconder as iniciativas inovadoras e bem-sucedidas das administrações anteriores e para falsear a realidade, enquanto deveria trabalhar pelo desenvolvimento do Estado”, afirma Corrêa.
Relançamento
O governo do PT mente ainda ao dizer que lançou ou projeto Minas 2016 para organizar as ações necessárias à realização dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016. Basta consultar o Plano Plurianual de Ação Governamental, o PPAG, pra saber que esse programa foi lançado em 2012.
O deputado Gustavo Valadares (PSDB), líder da Minoria, lembra que a escolha de Belo Horizonte como uma das cidades-sede do futebol masculino e feminino durante os jogos Olímpicos Rio 2016 foi anunciada no ano passado. Mas, no balanço de seis meses, o governo do PT diz que a decisão ocorreu em 2015.
“Nós, deputados da oposição em Minas e os mineiros continuamos aguardando a divulgação e o lançamento de programas, iniciativas e obras do governo do PT. Continuamos aguardando o cumprimento das promessas de campanha”, dispara Valadares.-
sexta-feira, 14 de agosto de 2015
Governo Pimentel: Mais um homem de confiança de Fernando Pimentel sob suspeita
Homem de confiança de Pimentel na berlinda
Thiago Ricci - Hoje em Dia
Aliado do governador Fernando Pimentel (PT) desde os tempos de Prefeitura de Belo Horizonte, no fim da década de 1990, o ex-sócio do petista e hoje assessor especial do governo mineiro, Otílio Prado, montou uma rede de empresas que atuaram na campanha eleitoral de 2014. Filho, sobrinha e outros parentes de Otílio são donos de ao menos três empresas que receberam praticamente R$ 1,8 milhão da campanha de Pimentel, que voltou a ser alvo de investigação do Ministério Público.
Parte do pagamento feito pelo PT às empresas recebeu um pente fino da equipe técnica do Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG), que reprovou neste mês as contas petistas das eleições.
As firmas contratadas durante a campanha de 2014 foram BBC Consultoria e Negócios, QA Consulting e AAP Instalação e Manutenção. Mesmo com objetos sociais distintos, as empresas dividem dois endereços na região Noroeste de Belo Horizonte. Há, além das citadas, até uma loja de roupas femininas compartilhando sede.
Ao menos seis parentes próximos de Otílio foram envolvidos nas empresas: dois filhos, uma nora, um cunhado, uma sobrinha e uma sobrinha-neta.
Relação antiga
Otílio acompanha de perto Pimentel desde o fim da década de 90. Em 1999, ainda na gestão de Célio de Castro (PSB), na qual o atual governador foi secretário da Fazenda, Otílio foi nomeado secretário particular do gabinete do prefeito, de onde só saiu em 2011, já com Marcio Lacerda (PSB), quando o PT ainda integrava a gestão. Durante mais de uma década, a nomenclatura do cargo mudou, mas não a proximidade com o gestor. Otílio também participou de três conselhos da administração.
Pimentel e Otílio foram sócios da empresa de consultoria P-21 entre a criação dela, em 2009, e 2012, quando o atual governador saiu da sociedade após denúncias de consultorias fantasmas. A firma passou a se chamar OPR Consultoria Imobiliária, foi transferida ao filho mais velho, Alexandre, e, no último mês, foi alvo de uma etapa da Operação Acrônimo, da Polícia Federal.
Os policiais, que investigam suposta lavagem de dinheiro e Caixa 2 a partir de contratos públicos, recolheram documentos e um computador da sede da OPR, na Zona Sul da capital. Na ocasião, o escritório político de Pimentel também foi alvo da ação.
Parentes dividem empresas de ramos distintos em um mesmo endereço em Belo Horizonte
Ao menos cinco empresas de parentes de Otílio funcionam, conforme registros na Junta Comercial, em apenas dois endereços na região Noroeste de BH. Três são responsáveis por receber cerca de R$ 1,8 milhão da campanha petista nas eleições de 2014. Parte desses pagamentos passou por auditoria do TRE-MG.
Em um dos locais, no bairro Carlos Prates, funcionam a QAConsulting, BBC e outra empresa registrada no nome de Alexandre Allan Prado e um cunhado de Otílio. Mesmo dividindo o endereço, as firmas possuem objetos sociais distintos.
A BBC, conforme o Hoje em Dia já revelou, foi criada pouco antes do período eleitoral, em abril de 2014, no nome da sobrinha Adriana Teixeira e sobrinha neta Samantha Teixeira Gomes de Prado.
A empresa chamava-se BBC Consultoria e Negócios e tinha como objeto social, dentre outros, prestar consultoria nos ramos de administração e organizar palestras e seminários sobre assuntos de interesse empresarial. Recebeu durante as eleições R$ 822 mil para prestar serviços de gestão de eventos políticos, incluindo logística de transporte, estadia e alimentação de Pimentel e da então candidata Dilma Rousseff.
Após o primeiro turno, o nome foi modificado para BBC Locação e Negócios e passou a ter como atividade econômica principal “locação de veículos, carros e caminhões e ônibus”.
A QAConsulting, que recebeu R$ 20 mil do PT durante as eleições, foi criada em 2002 pelos filhos de Otílio, Alexandre e Gustavo Daniel Prado. No início deste ano, Gustavo saiu do quadro societário, que passou a ter como sócio majoritário o cunhado de Otílio, Mauricio Gomes.
Já no bairro Padre Eustáquio está registrada a AAP, cujo nome fantasia é QACabling, no mesmo endereço onde funciona uma loja de roupas femininas da esposa de Alexandre.
A firma foi criada pelo próprio Alexandre em 2002 com o objeto social “serviços de instalação, manutenção elétrica, bem como cabeamento estruturado” e instalação de redes de computador. Em 2013, o filho de Otílio saiu da sociedade, mas a empresa continuou registrada no mesmo local. Um ano depois, recebeu R$ 950 mil da campanha petista em Minas.
A reportagem procurou Otílio e todas as empresas citadas. Não obteve retorno até o fechamento. Atualmente, Otílio é assessor especial da Fazenda e integrantes de três conselhos. O salário líquido é de cerca R$ 18 mil. O filho dele, Gustavo, é diretor de Negócios da Prodemge.
No dia 26 de junho, o Hoje em Dia divulgou a 2ª etapa da Operação Acrônimo, na qual o escritório político de Pimentel e a sede da OPR foram alvos de buscas. Na mesma semana, o jornal havia publicado o resultado da auditoria realizada em pagamentos a firmas ligadas a Otílio
Editoria de Arte
Thiago Ricci - Hoje em Dia
Aliado do governador Fernando Pimentel (PT) desde os tempos de Prefeitura de Belo Horizonte, no fim da década de 1990, o ex-sócio do petista e hoje assessor especial do governo mineiro, Otílio Prado, montou uma rede de empresas que atuaram na campanha eleitoral de 2014. Filho, sobrinha e outros parentes de Otílio são donos de ao menos três empresas que receberam praticamente R$ 1,8 milhão da campanha de Pimentel, que voltou a ser alvo de investigação do Ministério Público.
Parte do pagamento feito pelo PT às empresas recebeu um pente fino da equipe técnica do Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG), que reprovou neste mês as contas petistas das eleições.
As firmas contratadas durante a campanha de 2014 foram BBC Consultoria e Negócios, QA Consulting e AAP Instalação e Manutenção. Mesmo com objetos sociais distintos, as empresas dividem dois endereços na região Noroeste de Belo Horizonte. Há, além das citadas, até uma loja de roupas femininas compartilhando sede.
Ao menos seis parentes próximos de Otílio foram envolvidos nas empresas: dois filhos, uma nora, um cunhado, uma sobrinha e uma sobrinha-neta.
Relação antiga
Otílio acompanha de perto Pimentel desde o fim da década de 90. Em 1999, ainda na gestão de Célio de Castro (PSB), na qual o atual governador foi secretário da Fazenda, Otílio foi nomeado secretário particular do gabinete do prefeito, de onde só saiu em 2011, já com Marcio Lacerda (PSB), quando o PT ainda integrava a gestão. Durante mais de uma década, a nomenclatura do cargo mudou, mas não a proximidade com o gestor. Otílio também participou de três conselhos da administração.
Pimentel e Otílio foram sócios da empresa de consultoria P-21 entre a criação dela, em 2009, e 2012, quando o atual governador saiu da sociedade após denúncias de consultorias fantasmas. A firma passou a se chamar OPR Consultoria Imobiliária, foi transferida ao filho mais velho, Alexandre, e, no último mês, foi alvo de uma etapa da Operação Acrônimo, da Polícia Federal.
Os policiais, que investigam suposta lavagem de dinheiro e Caixa 2 a partir de contratos públicos, recolheram documentos e um computador da sede da OPR, na Zona Sul da capital. Na ocasião, o escritório político de Pimentel também foi alvo da ação.
Parentes dividem empresas de ramos distintos em um mesmo endereço em Belo Horizonte
Ao menos cinco empresas de parentes de Otílio funcionam, conforme registros na Junta Comercial, em apenas dois endereços na região Noroeste de BH. Três são responsáveis por receber cerca de R$ 1,8 milhão da campanha petista nas eleições de 2014. Parte desses pagamentos passou por auditoria do TRE-MG.
Em um dos locais, no bairro Carlos Prates, funcionam a QAConsulting, BBC e outra empresa registrada no nome de Alexandre Allan Prado e um cunhado de Otílio. Mesmo dividindo o endereço, as firmas possuem objetos sociais distintos.
A BBC, conforme o Hoje em Dia já revelou, foi criada pouco antes do período eleitoral, em abril de 2014, no nome da sobrinha Adriana Teixeira e sobrinha neta Samantha Teixeira Gomes de Prado.
A empresa chamava-se BBC Consultoria e Negócios e tinha como objeto social, dentre outros, prestar consultoria nos ramos de administração e organizar palestras e seminários sobre assuntos de interesse empresarial. Recebeu durante as eleições R$ 822 mil para prestar serviços de gestão de eventos políticos, incluindo logística de transporte, estadia e alimentação de Pimentel e da então candidata Dilma Rousseff.
Após o primeiro turno, o nome foi modificado para BBC Locação e Negócios e passou a ter como atividade econômica principal “locação de veículos, carros e caminhões e ônibus”.
A QAConsulting, que recebeu R$ 20 mil do PT durante as eleições, foi criada em 2002 pelos filhos de Otílio, Alexandre e Gustavo Daniel Prado. No início deste ano, Gustavo saiu do quadro societário, que passou a ter como sócio majoritário o cunhado de Otílio, Mauricio Gomes.
Já no bairro Padre Eustáquio está registrada a AAP, cujo nome fantasia é QACabling, no mesmo endereço onde funciona uma loja de roupas femininas da esposa de Alexandre.
A firma foi criada pelo próprio Alexandre em 2002 com o objeto social “serviços de instalação, manutenção elétrica, bem como cabeamento estruturado” e instalação de redes de computador. Em 2013, o filho de Otílio saiu da sociedade, mas a empresa continuou registrada no mesmo local. Um ano depois, recebeu R$ 950 mil da campanha petista em Minas.
A reportagem procurou Otílio e todas as empresas citadas. Não obteve retorno até o fechamento. Atualmente, Otílio é assessor especial da Fazenda e integrantes de três conselhos. O salário líquido é de cerca R$ 18 mil. O filho dele, Gustavo, é diretor de Negócios da Prodemge.
No dia 26 de junho, o Hoje em Dia divulgou a 2ª etapa da Operação Acrônimo, na qual o escritório político de Pimentel e a sede da OPR foram alvos de buscas. Na mesma semana, o jornal havia publicado o resultado da auditoria realizada em pagamentos a firmas ligadas a Otílio
Editoria de Arte
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